31 de julho de 2025
Bastidores do Poder

Cúpula da direita se reúne na mansão de Flávio Bolsonaro para definir estratégia eleitoral de 2026

Movimento é visto como tentativa de Flávio Bolsonaro de consolidar apoio e projetar candidatura nacional.

Por Patrícia Fahlbusch
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Flávio Bolsonaro.webp - Foto:

Hoje à noite a cúpula de centro-direita, direita e extrema direita se reúne na casa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - uma mansão que custou quase R$ 6 milhões, no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul da capital federal - para afinar as estratégias sobre as eleições do ano que vem. Entre os confirmados está Ciro Nogueira, senador (PI) e presidente Nacional do PP. Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não confirmou a ida ao jantar oferecido por Flávio ao grupo. O presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP), vai desfalcar a reunião já que estará em São Paulo no horário do encontro: 21h. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também foi confirmado.


Flávio quer discutir sua articulação como possível candidato à Presidência da República em 2026. Nos bastidores, o filho 01 de Jair Bolsonaro tenta construir uma base de apoio multipartidária que seja capaz de projetá-lo nacionalmente, abrindo caminho para uma chapa competitiva nas eleições no ano que vem.


O senador, desde que foi anunciado pré-candidato à presidência em 2026, tem dado declarações contraditórias, entre elas, que só abriria mão de concorrer caso o pai, que está inelegível e preso, viesse candidato.


A não ida de Marcos Pereira ao jantar não foi bem vista pelo grupo de Flávio. O Republicanos tem como um dos nomes mais fortes, e cotados para concorrer à presidência em 2026, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. A expectativa de Flávio Bolsonaro é reunir o apoio de PL, PP, União Brasil e Republicanos, compondo um bloco forte eleitoralmente, que possa angariar grande quantidade de votos, principalmente, no primeiro turno.


O PL, partido ao qual Flávio e Jair Bolsonaro são filiados, é considerado o principal pilar de apoio, contando com eleitorado majoritariamente bolsonarista. Na Câmara Federal, tem 86 cadeiras. A reunião desta segunda é vista como o primeiro passo de um ciclo de articulações que deve se intensificar nos próximos meses. A ideia é que novos encontros sejam realizados ainda em dezembro e ao longo do início de 2026 para amadurecer negociações, alinhar expectativas e avaliar pesquisas internas de viabilidade eleitoral.