31 de julho de 2025
em crise

Após rebaixamento, Sport declara: "Folha salarial atual não é compatível para 2026"

Diretor geral do Leão aponta redução drástica de custos e contratação urgente de técnico como prioridades para a Série B

Por Redação
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Sport terminou o Brasileirão rebaixado e enfrentando atrasos salariais - Foto: Reprodução

Em meio à crise financeira e esportiva que se aprofunda no Sport, o diretor geral do clube, Enrico Ambrogini, foi direto ao ponto após a derrota por 4 a 0 para o Grêmio, que sacramentou o rebaixamento do Leão para a Série B de 2026. "A folha de hoje não é compatível para o ano que vem", declarou, elegendo a drástica redução da folha salarial – hoje em torno de R$ 6 milhões mensais – como uma das maiores urgências da agremiação.

Para atingir esse objetivo, o Comitê de Transição, formado por representantes das três chapas que disputam as eleições presidenciais em 15 de dezembro, tem como um de seus focos principais negociar a saída de atletas. Ambrogini foi enfático sobre a necessidade de agilidade: "Se tem proposta de saída, de renovação, tem que tomar essas decisões o quanto antes". O dirigente também defendeu a contratação imediata de um novo técnico, para que ele participe ativamente do planejamento e da reformulação do elenco.

O cenário é crítico. Após investir quase R$ 60 milhões em reforços no início de 2024, o Sport não só caiu para a segunda divisão como acumula atrasos salariais, contas básicas não pagas e depende de receitas antecipadas. Os jogadores, por exemplo, acumulam três meses (setembro, outubro e novembro) com direitos de imagem não pagos. A crise de credibilidade ficou escancarada há duas semanas, quando o clube teve o fornecimento de energia elétrica cortado em sua sede social por falta de pagamento.

A nova gestão, que assumirá após as eleições, herdará o desafio de estancar a hemorragia financeira. Enquanto isso, ações polêmicas ainda são tomadas na reta final da atual administração. A venda do zagueiro Riquelme ao Botafogo, por cerca de R$ 7 milhões, não gerará entrada de caixa, pois o valor será totalmente utilizado para abater dívidas anteriores com o próprio clube carioca. Outra medida que gerou controvérsia foi a troca da empresa responsável pelos serviços de bilheteria e sócios, o que acarretará o pagamento de uma multa por rescisão contratual.