Governo Trump anuncia virada na política externa com foco militar na América Latina e redução de papel global
O documento oficializa uma intenção de reduzir o engajamento militar global e transferir mais responsabilidades de segurança para aliados
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A Casa Branca divulgou nesta sexta-feira (5) a nova Estratégia de Segurança Nacional do governo do presidente Donald Trump, delineando uma virada significativa na política externa dos Estados Unidos. O documento oficializa uma intenção de reduzir o engajamento militar global e transferir mais responsabilidades de segurança para aliados, enquanto concentra esforços e recursos no fortalecimento da influência e presença militar na América Latina.
O documento promete um "reajuste de nossa presença militar global", deslocando recursos de outros teatros para focar em "ameaças urgentes em nosso Hemisfério". Esse realinhamento tem três pilares: uma presença naval e da Guarda Costeira mais robusta para controlar rotas marítimas e combater o tráfico de drogas e pessoas; ações direcionadas, incluindo "uso de força letal", para "derrotar cartéis de drogas" na região; e a reafirmação da Doutrina Monroe, buscando restaurar a "predominância americana" e negar a influência de potências de fora do hemisfério, como a China.
América Latina no centro e um mundo com aliados mais responsáveis
A estratégia deixa claro o objetivo de minimizar a influência de países não-ocidentais, especialmente a China, na América Latina. "Negaremos a competidores de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras", afirma o texto. Para isso, os EUA pretendem se consolidar como o "parceiro econômico e de segurança preferido" da região, trabalhando com aliados locais.
Paralelamente, o plano prevê uma "transferência de responsabilidades" para aliados tradicionais em outras partes do mundo. No Leste Asiático, Japão e Coreia do Sul serão pressionados a aumentar seus gastos militares. No Oriente Médio, a estratégia é "mudar responsabilidades" após ações como o recente bombardeio ao Irã, apoiando-se mais em parceiros locais. A política também promete um foco rígido no controle de imigração, criticando a Europa e priorizando a segurança das fronteiras americanas como elemento central da segurança nacional.