31 de julho de 2025
ALAGOAS

“Massacre da Praça Central”: Homem é condenado por matar após discussão por R$ 1,50

Júri popular em Satuba condena Marcelo de Souza Lins duas décadas após o crime conhecido como “Massacre da Praça Central”.

Por Redação
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Júri em Alagoas condena réu duas décadas após o “Massacre da Praça Central” - Foto: Ascom/MP/AL

Um júri realizado em Satuba, no interior de Alagoas, 22 anos após o caso que chocou a cidade, condenou Marcelo de Souza Lins a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de duas pessoas e pela tentativa de homicídio de outras três durante uma festa de São João — crime motivado por uma dívida de apenas R$ 1,50.

Marcelo de Souza Lins foi condenado na última sexta-feira (28) por abrir fogo contra um grupo que participava de uma festa junina em Satuba, em 26 de junho de 2003. As mortes de Edmilson Clemente e Fernando Clemente Lisboa, além dos ferimentos em Edilson Clemente, Eliane da Conceição Souza e Anderson Francisco de Melo, ficaram marcadas como o “Massacre da Praça Central”.

À época, a discussão começou depois que Anderson, sobrinho de Edilson, pegou um refrigerante na barraca onde Marcelo trabalhava. Como não havia troco para uma nota de R$ 50, o tío pagou R$ 10 e avisou que entregaria o restante — R$ 1,50 — mais tarde. Ao ser informado da situação, Marcelo foi até o grupo e disparou diversas vezes. Algumas vítimas foram atingidas pelas costas.

O julgamento ocorreu com o réu preso em São Paulo, onde cumpre pena por assalto. Ele acompanhou a sessão por videoconferência. Para o Ministério Público, que sustentou a acusação de homicídio duplamente qualificado, os crimes foram “covardes e motivados por futilidade”. A tese foi acolhida pelos jurados, que também reconheceram agravante por dificultar a defesa das vítimas.

Na sentença, a juíza Veridiana de Oliveira ressaltou a gravidade do ataque cometido em meio a uma grande aglomeração e destacou o risco imposto à coletividade. Familiares das vítimas acompanharam o julgamento e comemoraram a decisão, considerada por eles como uma resposta tardia, mas necessária.