31 de julho de 2025
ENTENDA

Polícia prende 201 homens nus após operação em 'centro de saúde'

Eles são acusados de "envolvimento em atividades indecentes" e "atos sexuais contra a natureza", segundo legislação da Malásia

Por Redação
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Homens foram detidos nus - Foto: Reprodução

A polícia de Kuala Lumpur prendeu 201 homens nus durante uma operação realizada na última sexta-feira em um estabelecimento que funcionava sob a fachada de centro de saúde. As autoridades classificaram o local como um espaço voltado exclusivamente para prostituição masculina. Sete funcionários também foram detidos.

Os agentes já monitoravam o endereço, localizado em Chow Kit, antes de entrar no imóvel e encontrar os frequentadores apenas com toalhas para cobrir as partes íntimas. Todos foram conduzidos para prestar depoimento e parte deles deve responder por “atos sexuais não naturais”, conforme previsto na legislação da Malásia.

Entre os detidos há profissionais de diversas áreas, como um professor, um promotor, um cirurgião e um médico de 53 anos. Em entrevista ao Straits Times, o médico, casado e pai de filhos, disse que costumava frequentar o local para “evitar o trânsito”, usando sauna e jacuzzi, mas admitiu que outras atividades aconteciam ali.

Durante a ação, os policiais apreenderam produtos eróticos e lubrificantes. Segundo a imprensa local, os frequentadores pagavam 35 ringgits malaios por visita, o equivalente a cerca de R$ 42, além de uma taxa de inscrição de aproximadamente R$ 7.

As autoridades informaram que 24 dos detidos são estrangeiros, vindos de países como Coreia do Sul, Indonésia, Alemanha e China. O vice-chefe de polícia da capital, Datuk Mohd Azani, afirmou que o centro atraía grande fluxo de clientes locais e internacionais.

O Guang Ming Daily informou que 80 dos detidos são muçulmanos e estão sob investigação da autoridade religiosa pelo Artigo 29 da Lei Religiosa dos Territórios Federais, que trata de práticas consideradas indecentes. Os demais responderão ao Artigo 387B do Código Penal por atos sexuais contra a natureza.

As investigações seguem para apurar quem administrava o espaço e se havia exploração organizada no funcionamento do local.