Tio de Michelle Bolsonaro é preso por suspeita de integrar grupo criminoso no DF
Ele é suspeito de integrar um grupo especializado em furtos, adulteração e ocultação de veículos em Ceilândia
Publicado em
Gilberto Firmo Ferreira, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e presidente do PL Mulher, foi preso em flagrante na quarta-feira, 26 de novembro, pela Polícia Civil do Distrito Federal. Ele é suspeito de integrar um grupo especializado em furtos, adulteração e ocultação de veículos em Ceilândia. As informações foram enviadas à reportagem de Folhapress.
Durante a ação, a polícia localizou um veículo locado de forma irregular, posteriormente utilizado para a prática de crimes, e dois automóveis com registro de furto ou roubo. Também foram apreendidas peças de procedência duvidosa, encaminhadas à perícia. Segundo a investigação, Gilberto seria responsável por armazenar e facilitar o trânsito dos veículos subtraídos, atuando como ponto de apoio do grupo criminoso.
O suspeito, de 52 anos, possui antecedentes criminais. Ele foi levado à unidade policial, permaneceu à disposição da Justiça e foi liberado mediante pagamento de fiança. A defesa nega participação do cliente em atividades criminosas, afirmando que irá demonstrar sua inocência durante o processo.
Em agosto, Gilberto havia sido preso em Ceilândia em outra investigação, desta vez por armazenamento de material de exploração sexual infantil. Na ocasião, foram encontrados arquivos digitais de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em seus dispositivos eletrônicos. Ele foi liberado em audiência de custódia sob medidas cautelares.
Michelle Bolsonaro, na época, declarou que não mantinha contato com o tio há mais de 18 anos e repudiou a associação de seu nome aos atos do familiar, ressaltando que cada pessoa deve responder individualmente por suas ações.
A Polícia Civil do DF informou que o caso segue em investigação, sem novos detalhes sobre a participação de outros suspeitos.
Denúncias sobre violência sexual ou crimes envolvendo crianças podem ser feitas pelo Disque 100, pela Polícia Militar (190) ou pelo Conselho Tutelar. O acompanhamento jurídico e médico às vítimas está previsto na legislação brasileira, incluindo atendimento hospitalar e psicológico, independentemente de registro imediato de boletim de ocorrência.