31 de julho de 2025
Rio de Janeiro

Alunos e servidores relatam pânico durante ataque no Cefet: “Parecia um massacre”

Alunos e servidores relatam correria, portas trancadas e desespero após ex-funcionário abrir fogo no campus

Por Redação
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Alunos e servidores relatam pânico durante ataque no Cefet: “Parecia um massacre” - Foto: Reprodução

Gritos, correria e portas sendo trancadas às pressas. Assim descrevem alunos, docentes e funcionários os momentos de terror vividos no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) depois que João Antônio Miranda Tello Gonçalves, ex-servidor do setor pedagógico, entrou armado no campus do Maracanã e matou a diretora Allane de Souza Pedrotti Mattos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro.

Um professor relatou à GloboNews que a comunidade acadêmica entrou em choque assim que os primeiros disparos foram ouvidos. “Os alunos ficaram muito assustados. Tentamos mantê-los dentro das salas até a polícia chegar. As informações chegavam fragmentadas. É devastador. O Cefet sempre foi um ambiente tranquilo de trabalho e convivência”, afirmou.

Um estudante, também ouvido pelo canal de TV, contou que muitos colegas se abrigaram nas salas e bloquearam portas com cadeiras e mesas. “Escutamos um barulho, mas não parecia tiro. Depois começou a correria, gente falando em massacre. Ficamos desesperados. Trancamos o pavilhão e acompanhamos as mensagens no WhatsApp. Era um caos, ninguém sabia o que estava acontecendo”, disse.

O aluno lembrou ainda que esta sexta-feira (28) marcava o fim do ano letivo: “Era para ser um dia de comemoração, e terminou em tragédia. Duas vidas se foram.”

Repercussão

O ministro da Educação, Camilo Santana, manifestou solidariedade à comunidade do Cefet-RJ em publicação nas redes sociais. “Estamos em contato com a direção da instituição, e as equipes do MEC estão mobilizadas para oferecer apoio. Meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas”, escreveu.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também lamentou o ataque e destacou que o caso precisa ser rigorosamente investigado. “Cenas dolorosas, que mostram como as mulheres seguem vulneráveis em uma sociedade machista e violenta, inclusive no ambiente de trabalho. Coloco-me à disposição para buscarmos formas de prevenir crimes como este”, afirmou.

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