31 de julho de 2025
acordo de paz

Putin descarta versão inicial de acordo e pede debate sobre pontos “críticos”

Presidente russo afirma que proposta norte-americana não passa de lista preliminar e que pontos essenciais ainda precisam de negociação

Por Redação
Publicado em
Putin reiterou que Moscou mantém disposição para negociar, mas frisou que questões “fundamentais” seguem em aberto - Foto: Divulgação

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (27/11) que não há qualquer versão preliminar de um acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. Segundo ele, os Estados Unidos apresentaram apenas temas para discussão, sem um documento formal que possa ser considerado rascunho.

A declaração foi dada em Bishkek, no Quirguistão, após a cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC). Putin reiterou que Moscou mantém disposição para negociar, mas frisou que questões “fundamentais” seguem em aberto, apesar de alguns avanços pontuais nas conversas.

“Concordamos que isso pode servir de base para futuros acordos, mas seria incorreto falar em versões finais, porque elas não existem”, disse o presidente russo.

Putin também confirmou que uma delegação norte-americana viajará a Moscou no início da próxima semana para discutir o plano proposto por Washington. O líder russo não detalhou os nomes enviados pelos EUA, afirmando que essa decisão cabe ao presidente Donald Trump.

Pelo lado russo, participarão diplomatas do Ministério das Relações Exteriores e os assessores presidenciais Vladimir Medinsky, que chefiou as negociações em Istambul em 2022, e Yury Ushakov, interlocutor direto nas conversas com Washington.

O plano apresentado pelo governo Trump inclui 28 pontos e prevê, na prática, o reconhecimento do controle russo sobre Crimeia, Donetsk e Luhansk, além de congelar as posições militares atuais em Kherson e Zaporíjia. O documento também exige que a Ucrânia abandone definitivamente a intenção de ingressar na Otan.

A proposta europeia, porém, segue direção oposta: não reconhece soberania russa sobre nenhuma área ocupada e não impõe veto permanente à entrada de Kiev na aliança militar.

O Kremlin afirmou que a primeira versão americana “poderia servir de base” para futuras negociações, mas disse que ainda não recebeu o texto atualizado elaborado em Genebra, após consultas entre EUA e Ucrânia.