31 de julho de 2025
expectativa

Renúncia de Yuri Romão do Sport não é formalizada e Conselho permanece em espera

Presidente e vice não entregaram carta de renúncia ao Conselho nesta quarta; eleição direta para mandato tampão deve ser convocada após oficialização

Por Redação
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Presidente do Sport, Yuri Romão - Foto: Paulo Paiva/Sport

A esperada renúncia antecipada do presidente Yuri Romão e do vice-presidente Raphael Campos do Sport não foi oficializada nesta quarta-feira (26). Apesar do gesto já estar alinhado com lideranças políticas do clube, a comunicação formal ao Conselho Deliberativo, necessária para dar início ao processo eleitoral, não aconteceu. A dupla, portanto, ainda não protocolou sua saída.

De acordo com apuração, havia uma confiança interna no Conselho de que a carta de renúncia seria enviada ainda hoje. O movimento, no entanto, foi adiado e as expectativas agora se voltam para esta quinta-feira (27), mantendo o clima de incerteza na sede rubro-negra.

Assim que a renúncia for oficialmente comunicada, o Conselho Deliberativo editará uma portaria para regulamentar o pleito. A eleição, que será direta e com a participação dos sócios, elegerá um mandato tampão, que se estenderá até o final de 2026 – prazo original da atual gestão. Conforme o estatuto do clube, a votação deve ocorrer em um prazo de até 15 dias após a vacância dos cargos. Devido à urgência, a reunião ordinária do Conselho, inicialmente prevista para 9 de dezembro, foi antecipada para a próxima terça-feira (2).

A pressão política e a crise institucional foram os motores para a antecipação da saída. Yuri Romão havia anunciado publicamente que deixaria o cargo apenas em 31 de dezembro, mas a pressão de ex-presidentes e outras lideranças do clube o fez rever a decisão. O desgaste da gestão se intensificou após o rebaixamento antecipado no Campeonato Brasileiro e o agravamento da crise financeira, marcada por salários atrasados e até o corte de energia no estádio da Ilha do Retiro por inadimplência.

Enquanto aguardam a formalização, os bastidores do clube já fervilham com articulações políticas. A futura renúncia abre caminho para uma eleição que promete ser acirrada, com múltiplas candidaturas de situacionistas e oposicionistas começando a ganhar forma. O futuro do Sport, no momento, ainda depende de uma assinatura.