31 de julho de 2025
MUNDO

Incêndio em Hong Kong já é o mais letal da história da região com 55 mortos

Bombeiros combatem chamas há mais de 24 horas em complexo habitacional; material inflamável usado em reforma teria acelerado propagação do fogo

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Chamas ainda não foram totalmente apagadas no complexo habitacional. Já é o pior incêndio da história de Hong Kong - Foto: Isaac Lawrence/Getty Images

Um incêndio devastador persiste há mais de 24 horas no complexo habitacional Wang Fuk Court, no bairro de Tai Po, em Hong Kong, tornando-se a tragédia mais mortal do tipo na história da região. De acordo com o South China Morning Post, o balanço atual registra 55 mortos, 76 hospitalizados - sendo 43 em estado crítico ou grave - e 62 pessoas ainda presas em apartamentos, enquanto 280 moradores permanecem desaparecidos.

O fogo, que começou na quarta-feira (26) às 14h (horário local), consumiu sete dos oito prédios do conjunto residencial que abriga aproximadamente 4 mil pessoas em mais de 2 mil apartamentos. Embora as chamas tenham sido totalmente extintas em quatro edifícios e controladas nos três restantes, as operações de resgate continuam em condições extremamente desafiadoras.

As investigações apontam para grave negligência na reforma do condomínio, iniciada em julho de 2024. Dois diretores e um consultor da empreiteira responsável pelas obras foram presos por homicídio culposo. A superintendente Eileen Chung afirmou que há "razões para acreditar que os responsáveis da empresa foram gravemente negligentes", o que permitiu que o fogo se espalhasse "de forma incontrolável, causando muitas mortes".

O uso de materiais altamente inflamáveis, incluindo isopor cobrindo janelas de elevadores e telas de proteção fora dos padrões de segurança, teria acelerado a propagação das chamas, que começaram nos andaimes de bambu que envolviam os prédios. A tragédia superou o incêndio do edifício Garley de 1996, que deixou 41 mortos.

O governo de Hong Kong anunciou medidas de assistência, incluindo a disponibilização de mais de 1.400 unidades habitacionais temporárias em diferentes bairros para abrigar os desalojados.