Danilo Gentili relata desvio de mais de meio milhão em casa de comédia e suspende atividades para reestruturação
Ex-gerente do My Fucking Comedy Club é acusado de movimentações irregulares; humorista recebeu comprovantes de clientes que reforçam suspeitas e promete detalhar "canalhice"
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O humorista Danilo Gentili divulgou um comunicado público sobre as graves irregularidades financeiras detectadas no My Fucking Comedy Club, casa de comédia da qual é sócio. Em resposta ao Estadão, Gentili confirmou que uma investigação interna aponta o ex-gerente Bruno Lambert como responsável por uma série de desvios que podem ultrapassar meio milhão de reais, identificados por meio de análises fiscais, relatos de funcionários e monitoramento administrativo.
Segundo Gentili, desde que o caso veio a público através da coluna de Oscar Filho no portal iG, ele passou a receber "inúmeros comprovantes de pagamento" de fãs e clientes, além de áudios e prints de conversas encaminhados por comediantes e ex-colaboradores. "Ele tinha mais de uma maquininha e mais de uma conta. PicPay, Nubank… Os roubos dele são bem maiores do que pensamos", detalhou o humorista, acrescentando relatos de que Lambert teria feito transferências paralelas, tentado corromper um policial militar da segurança e enganado até o advogado da equipe com cobranças fora do caixa oficial.
Em nota publicada nas redes sociais, a equipe do comedy club informou a suspensão temporária dos shows de domingo e do serviço de delivery "para reestruturar a operação". O comunicado afirma que a casa voltará a receber eventos nesta semana e pretende restabelecer o delivery até sexta-feira (28), destacando que "não descansará até que cada uma dessas coisas esteja em seu devido lugar".
Gentili expressou decepção com a "grande falta de caráter e deslealdade", afirmando que "pior ainda que todo prejuízo financeiro foi saber que estávamos sendo enganados por um personagem esse tempo todo". O humorista prometeu em breve dar mais detalhes sobre o que classificou como "lamentável canalhice", reafirmando que o espaço "foi erguido para dar liberdade aos comediantes, não aos assaltantes".