Crise no Sport se aprofunda: clube sofre corte de luz e presidente da FPF injeta R$ 1,4 milhão para socorrer rubro-negro
Evandro Carvalho revelou aporte emergencial após atraso que deixou CT e estádio sem energia; dívida com a Neoenergia passa de R$ 250 mil e clube acumula salários em atraso
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A grave crise financeira do Sport ganhou um novo e dramático capítulo nesta segunda-feira (24): o clube rubro-negro sofreu corte de energia elétrica na Ilha do Retiro devido ao não pagamento de faturas. A situação foi tão crítica que exigiu a intervenção direta do presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, que revelou estar injetando R$ 1,4 milhão em caráter de emergência para evitar o colapso total do clube.
Em entrevista ao programa “Léo Medrado & Traíras”, Evandro Carvalho detalhou o socorro financeiro. "O Sport estava precisando de 1 milhão e meio na semana passada. Já aportei 700 mil e vou aportar outros 700 mil. Não tem data e não tem prazo para pagar, a gente vê isso depois", declarou o dirigente, tratando o corte de luz como um "mere descompasso administrativo".
O problema vai além da sede do clube. De acordo com apuração do GE, o Centro de Treinamento José de Andrade Médicis também possui contas de luz em aberto, com sete faturas não pagas totalizando mais de R$ 270 mil e débitos acumulados desde 2021. O corte no estádio foi provocado por três parcelas não pagas – uma de 2023 e duas de 2025 –, somando mais de R$ 250 mil.
Em nota oficial, o Sport informou que firmou um acordo com a Neoenergia e que o processo de religação da energia já havia sido iniciado.
Apesar da gravidade, a diretoria rubro-negra afirma que não recorrerá à antecipação de receitas da Liga Forte União (LFU) para resolver a crise. Após a derrota para o Vitória, no domingo (23), o diretor geral de futebol, Enrico Ambrogini, explicou a decisão.
"De fato, [o Sport] passa por um momento ruim... e é preciso muito cuidado para não comprometer o futuro da instituição para resolver um problema de curto prazo", afirmou Ambrogini. Ele detalhou que a gestão buscou "três operações, nas quais não há a antecipação de receita da Liga", e prometeu que os pagamentos serão regularizados a partir da próxima semana, com a expectativa de que o caixa esteja positivo até 5 de janeiro.
A crise do Sport inclui atrasos salariais generalizados, afetando desde o setor administrativo até os elencos profissional e de base, em um dos momentos mais delicados da recente história do clube pernambucano.