31 de julho de 2025
detenção

Da cama ao frigobar: como é a sala de Estado onde Bolsonaro deve ficar preso

Ex-presidente ficará em espaço reservado a autoridades com banheiro privativo e frigobar; prisão foi decretada por Alexandre de Moraes após tentativa de romper tornozeleira

Por Redação
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Enquanto permanecer no local, Bolsonaro deve ficar em uma sala de Estado - Foto: Divulgação/PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi conduzido à superintendência da Polícia Federal em Brasília após ser preso preventivamente na manhã deste sábado (22). Durante o período de detenção no local, ele permanecerá em uma sala de Estado, ambiente reservado para o abrigo de autoridades de alto escalão como presidentes da República e outras figuras públicas de destaque. O mesmo espaço já foi utilizado anteriormente pelos ex-presidentes Lula e Michel Temer durante seus períodos de detenção.

A sala de Estado oferece infraestrutura básica mas adequada para estadia de autoridades, contando com mobiliário completo que inclui mesa, cadeira, cama de solteiro, banheiro privativo, ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Bolsonaro estava em regime de prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, e teve sua situação convertida para prisão preventiva neste final de semana.

A medida foi solicitada pela própria Polícia Federal e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que fundamentou sua decisão alegando que o ex-presidente teria tentado romper a tornozeleira eletrônica que utilizava para "garantir êxito em sua fuga". De acordo com informações do blog da jornalista Natuza Nery, a prisão foi decretada especificamente para garantir a ordem pública, especialmente após o senador Flávio Bolsonaro convocar uma vigília de oração em frente à residência do pai na sexta-feira (21).

Embora Bolsonaro tenha sido condenado pelo STF em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, é importante destacar que a prisão executada neste sábado não tem relação direta com essa condenação, que ainda não transitou em julgado e permanece em fase de recursos dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.