Saiba como amenizar a ansiedade do seu pet nas comemorações de fim de ano
Estudo científico comprova eficácia de triptofano, valeriana e passiflora; veterinária explica como administrar e dá outras ditas para proteger cães e gatos
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Com a aproximação das festas de fim de ano, muitos tutores se veem frente a uma preocupação recorrente: o sofrimento de cães e gatos com os fogos de artifício. O barulho intenso e a agitação típica da época podem desencadear nos animais reações que vão de tremores, respiração ofegante e vocalização excessiva a casos mais graves, como automutilação e comportamentos agressivos.
Para ajudar a amenizar esse problema, a ciência tem buscado soluções práticas. Um artigo publicado no PubMed Central (PMC) revelou que um suplemento composto por ingredientes naturais – triptofano, valeriana e passiflora (conhecida popularmente como maracujá) – foi testado com sucesso em 44 cães expostos a ruídos de fogos. O grupo que recebeu a suplementação apresentou uma melhora significativa no comportamento e nas respostas fisiológicas ao estresse em comparação ao grupo que tomou placebo.
Segundo a médica-veterinária Luana Rodrigues, da Hoop, a chave do sucesso está no uso preventivo. “O ideal é que a suplementação natural seja iniciada de 15 a 30 dias antes de eventos previsíveis que causam estresse, como as festas de fim de ano”, orienta. Ela explica que esses compostos atuam modulando neurotransmissores como a serotonina e o GABA, promovendo relaxamento de forma gradual e segura. Para animais mais ansiosos, o uso contínuo ao longo do ano pode ser a opção mais eficaz.
Além da suplementação, a especialista recomenda outras estratégias para tornar o período menos traumático. Preparar um ambiente seguro e silencioso para o pet, com sua cama e brinquedos preferidos, é fundamental. Colocar sons ambientes, como músicas calmas, pode ajudar a mascarar o ruído dos fogos. Outra dica valiosa é a dessensibilização, que consiste em acostumar o animal gradualmente a gravações de fogos em volume baixo, sempre associando o som a coisas positivas, como petiscos e carinhos.
Por fim, manter a calma é crucial, pois os pets são sensíveis ao estado emocional dos tutores. Em casos de fobia severa, no entanto, o acompanhamento com um veterinário é indispensável para um plano de tratamento mais abrangente e personalizado.