31 de julho de 2025
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Brasil registra 28 milhões de golpes via Pix em nove meses de 2025, aponta levantamento

Os golpes financeiros representam 47% do total de fraudes digitais no país, com destaque também para 2,7 milhões de casos em compras online

Por Redação
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Os golpes financeiros representam 47% do total de fraudes digitais no país, com destaque também para 2,7 milhões de casos em compras online - Foto: Reprodução

Um levantamento da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) revelou que o Brasil registrou 28 milhões de fraudes envolvendo o sistema Pix entre janeiro e setembro de 2025, consolidando o meio de pagamento como o principal alvo de criminosos digitais. Os golpes financeiros representam 47% do total de fraudes digitais no país, com destaque também para 2,7 milhões de casos em compras online, 1,6 milhão de fraudes via WhatsApp e 1,5 milhão de ocorrências de phishing.

De acordo com o estudo, o público com mais de 50 anos foi o mais afetado, correspondendo a 53% das vítimas. Francisco Gomes Junior, presidente da ADDP, atribui o crescimento das fraudes à evolução acelerada dos golpes, impulsionada pelo uso de inteligência artificial, popularização do Pix e carência em educação digital. "O que antes era pontual tornou-se uma indústria estruturada, com quadrilhas organizadas", afirmou.

O relatório alerta ainda para o uso crescente de deepfakes – técnica que simula vozes e rostos reais – e posiciona o Brasil como segundo colocado no ranking global de ataques cibernéticos, com 700 milhões de tentativas anuais, equivalentes a 1.379 ataques por minuto.

As perdas financeiras decorrentes desses crimes variam entre R$ 10 bilhões e R$ 112 bilhões, com expectativa de aumento em 2025 devido à subnotificação. "Grande parte das vítimas não registra boletim de ocorrência por vergonha, desconhecimento ou sensação de impunidade", explicou Gomes Junior.

Como medidas de proteção, a associação recomenda a adoção de educação digital, criação de protocolos de verificação em transações – como a regra de "duas confirmações e dez segundos" – e o uso de autenticação multifator. "Quanto mais pessoas souberem identificar um golpe, menos lucrativo o crime se torna", concluiu o presidente da ADDP.

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