Laudo preliminar aponta que vítimas não usavam cinto no trágico acidente de ônibus em Pernambuco
Acidente em outubro ocorreu em trecho de curva acentuada e com ônibus acima da velocidade permitida
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Um laudo pericial preliminar da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou detalhes preocupantes sobre o grave acidente com ônibus ocorrido em 17 de outubro na BR-423, em Saloá (PE). Segundo o documento, muitos dos passageiros estavam sem cinto de segurança no momento do tombamento, fato que pode ter contribuído para a gravidade da tragédia, que deixou 17 mortos.
De acordo com o relatório da PRF, nenhum dos que morreram no local estava com o cinto afivelado. O laudo também informa que os cintos não estavam aparentes ou não eram facilmente acessíveis, o que pode ter dificultado o uso por parte dos ocupantes.
No momento do acidente, o ônibus transitava a cerca de 90 km/h, bem acima do limite recomendado para aquele trecho, segundo o documento. O local do tombamento era uma descida em pista simples, com curva acentuada, pouco iluminada e sem acostamento, fatores que, somados à velocidade, podem ter agravado o sinistro.
O laudo não apontou falhas mecânicas, problemas nos freios, irregularidades na sinalização ou condições climáticas adversas como causa direta do acidente.
Fontes também revelaram que, após a perda de controle, algumas pessoas foram arremessadas para fora do ônibus, reforçando a hipótese de que não utilizavam o cinto.
Até o momento, a perícia da PRF segue em andamento. A corporação informou que os resultados definitivos serão divulgados em conjunto com outros órgãos envolvidos na investigação.