Subtenente da PM é denunciado por estupro em posto policial no Cabo de Santo Agostinho
MPPE ofereceu denúncia por estupro e prevaricação; perícia encontrou DNA de sete homens diferentes no local, mas nenhum compatível com o acusado
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O subtenente da Polícia Militar de Pernambuco, Luciano Valério de Moura, tornou-se réu e responderá judicialmente por acusações de estupro e prevaricação. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ofereceu denúncia contra o policial, que está preso preventivamente desde 15 de outubro, por supostamente cometer estupro contra uma mulher de 48 anos dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária no Cabo de Santo Agostinho.
O laudo pericial realizado no dormitório do posto policial revelou a presença de material genético de pelo menos sete homens diferentes, porém nenhuma amostra foi compatível com o DNA do subtenente Luciano Valério. As coletas foram realizadas em colchões, paredes e panos de chão, sendo que parte do material não tinha quantidade suficiente para obtenção de perfil genético. O policial se recusou a fornecer material genético de forma direta, tendo sua coleta feita através de objetos pessoais.
O advogado do subtenente, Teófilo Barbalho, afirmou que "a negativa de sêmen do meu cliente já foi comprovada na perícia técnica" e que aguarda a instrução processual para comprovar a inocência. Já a advogada da vítima, Maria Júlia Leonel, ressaltou que "a ausência de material genético do acusado não significa que o estupro não aconteceu", citando depoimentos de outros policiais que confirmam elementos da narrativa da vítima, como sua permanência no local por tempo indeterminado e a quebra de procedimentos padrão.
A denúncia ocorreu após a mulher relatar que foi abordada em uma blitz na noite de 10 de outubro e conduzida a um dormitório dentro do posto, onde teria sido obrigada a praticar sexo oral no policial. Ela registrou boletim de ocorrência no dia seguinte na Delegacia da Mulher. O caso tramita sob segredo de justiça no Tribunal de Justiça de Pernambuco.