31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Marília Arraes abre caminho para candidatura avulsa ao Senado em apoio a João Campos em 2026

Ex-deputada afirma que "nada impede" nome fora da chapa oficial se houver acordo para fortalecer projeto do prefeito à governadoria

Por Redação
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A ex-deputada Marília Araes. - Foto: Reprodução

Em meio às articulações para as eleições de 2026 em Pernambuco, a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) sinalizou, nesta segunda-feira (17), a possibilidade de concorrer ao Senado de forma "avulsa" – fora da chapa majoritária oficial – em apoio à provável candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado. Apesar de ter seu nome cotado para uma vaga, Marília ressaltou que qualquer decisão será tomada em conjunto com a coalizão.

"Acho que é um grande trunfo do prefeito João Campos ter vários nomes querendo estar com ele na chapa. Pode haver um acordo para que haja mais de dois candidatos ao Senado; nada impede que isso aconteça. O que eu farei, farei combinado com o conjunto, se for estratégico para o nosso futuro candidato a governador", declarou Marília em entrevista à Rádio Folha.

A ex-deputada destacou que o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será um critério fundamental na composição da chapa. Ela lembrou que nem todos os nomes cotados – que incluem o senador Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho (UB) – são alinhados com o governo federal, o que poderia influenciar a decisão.

"Quem tem essas posições firmes para [apoiar Lula]? No nosso campo, que é assumidamente lulista, precisa dessa garantia. Não tô aqui para criar confusão dentro do grupo, muito pelo contrário, quero contribuir para agregar", afirmou Marília, posicionando-se como uma aliada capaz de assegurar a governabilidade do presidente no Senado, caso seja eleita.

Com a candidatura à reeleição de Humberto Costa considerada certa, restaria apenas mais uma vaga na chapa oficial majoritária, intensificando a disputa interna. Marília, que se disse "colocada nas pesquisas pelo povo" e reconheceu sua liderança nas sondagens, defendeu que a definição final cabe ao "condutor do processo" – João Campos – escalar "os jogadores para as melhores posições" em benefício do projeto político.