31 de julho de 2025
FUTEBOL

Presidente do Vila Nova critica "punição branda" do STJD a Bruno Henrique do Flamengo

Hugo Jorge Bravo aponta desproporção entre multa de R$ 100 mil ao atacante e punições a jogadores de divisões inferiores

Por Redação
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Bruno Henrique em ação pelo Flamengo - Foto: Adriano Fontes-CRF

O presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, manifestou forte crítica à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que aplicou apenas multa de R$ 100 mil ao atacante Bruno Henrique, do Flamengo, pelo caso de forçar cartão amarelo para beneficiar apostadores. Em declaração enfática, Bravo classificou o valor como "insignificante" perto do salário do jogador e destacou a desproporção com punições aplicadas a atletas de divisões inferiores.

"Achei o resultado do julgamento muito ruim. É um atleta de envergadura, punido com multa de R$ 100 mil, valor insignificante para o salário que recebe por mês. Há uma desproporção. A gente vê outro atleta, em uma divisão inferior ser punido, de forma correta, com uma punição mais severa. A punição ficou muito branda. Para falar a verdade, não teve punição", afirmou o dirigente.

Bravo lembrou o papel fundamental do Vila Nova no início das investigações sobre manipulação de resultados no futebol brasileiro. "Final de 2022, nós levamos a denúncia da manipulação de jogos ao Ministério Público do Estado de Goiás e isso culminou na Operação Penalidade Máxima, que teve repercussão internacional e que foi um marco", ressaltou o presidente, cujo clube foi pioneiro na exposição do esquema de apostas esportivas.

O caso de Bruno Henrique refere-se à acusação de que o atacante forçou um cartão amarelo intencionalmente na partida entre Flamengo e Santos, em 2023, no Estádio Mané Garrincha. Inicialmente suspenso por 12 jogos em primeira instância, o jogador recorreu e teve a punição convertida em multa pecuniária pelo STJD, ficando liberado para atuar normalmente a partir de agora.

A declaração do presidente do Vila Nova expõe a percepção de tratamento diferenciado entre atletas de grande midiatismo e jogadores de clubes menores, reacendendo o debate sobre a uniformidade das punições no âmbito da justiça desportiva brasileira.