31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Presidente da CPMI do INSS afirma que operação prendeu "núcleo principal" de esquema que "tomou de assalto" aposentadorias

Carlos Viana diz que nova fase da Operação Sem Desconto atingiu três escalões do crime, incluindo ex-presidente do INSS, ex-ministro e parlamentares

Por Redação
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a nova fase da Operação Sem Desconto atingiu o "núcleo principal" do esquema criminoso que desviou recursos de aposentados e pensionistas. Em declaração a jornalistas nesta quinta-feira (13), Viana comemorou as prisões realizadas pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União: "Hoje a operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS; da quadrilha que tomou de assalto as aposentadorias brasileiras".

Entre os presos está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que assumiu a autarquia em julho de 2023 e foi exonerado após a primeira fase da operação em abril deste ano. A operação também atingiu o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira e os parlamentares Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Edson Cunha (PSB-MA), suspeitos de vínculos com entidades investigadas.

Viana revelou que a CPMI identificou três escalões no esquema: políticos que recebiam para indicar servidores, serv públicos concursados corruptos que mantinham os desvios entre gestões, e operadores que realizavam os saques. "Agora queremos saber quem ajudou, quem indicou, quem nomeou e o que receberam", afirmou o senador, acrescentando que há outros parlamentares investigados que deporão ao STF "no momento certo".

Enquanto isso, a CPMI ouve nesta quinta o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, cujo escritório recebeu R$ 5,1 milhões de entidades suspeitas.