31 de julho de 2025
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AL: Braskem inicia demissões em massa durante campanha para reajuste salarial, diz Sindipetro

Presidente da entidade de classe diz que compromisso da empresa é apenas com o lucro

Por Vinícius Rocha
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Após firmar um acordo de R$ 1,2 bilhão com o Governo de Alagoas, a Braskem tem sido alvo de críticas do Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL-SE), que acusa a empresa de desrespeitar os empregados e ignorar os moradores atingidos pelo colapso geológico causado pela mineração de sal-gema em Maceió.

De acordo com o sindicato, uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (12) tratou do processo de desligamentos em curso. O Sindipetro informou ter suspendido as assembleias sobre a Convenção Coletiva de Trabalho após a empresa iniciar as demissões em plena campanha salarial, o que, segundo a entidade, demonstra “total desrespeito com os trabalhadores e com o diálogo social”.

Para o dirigente do sindicato Antônio Freitas, a atual política da empresa seria “mais um capítulo do mesmo modelo de atuação irresponsável que levou à destruição de cinco bairros em Maceió”. Segundo ele, a Braskem, apesar do acordo bilionário com o governo, “se recusa a garantir estabilidade aos trabalhadores e indenizações justas aos moradores atingidos pelo afundamento do solo”.

Freitas afirmou ainda que “é inaceitável tratar os trabalhadores como se fossem meros números por conta da alegada situação econômica desfavorável do ramo químico brasileiro”. Para o sindicalista, essa postura “ratifica a sanha por lucro que a Braskem sempre imprimiu em suas atividades, sem compromisso social e ambiental”.

O Sindipetro reafirma que defende a estabilidade no emprego e, nos casos em que a permanência não for possível, reivindica indenização digna e valorização por tempo de serviço.“A Braskem precisa responder pelos danos que causou à cidade e às pessoas. Agora, ao desempregar pais e mães de família, a empresa mostra mais uma vez que seu compromisso é apenas com o lucro — e nunca com a vida”, concluiu Antônio Freitas.