Moradores de bairros de Aracaju ocupam Centro Administrativo por hospital neurodivergente
Cerca de 100 manifestantes estão no local desde terça-feira; grupo exige presença da prefeita Emília Corrêa e reivindica passe livre para mães de crianças atípicas
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Cerca de cem moradores dos bairros Lamarão, Japãozinho e Santa Maria ocupam desde terça-feira (11) o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, em Aracaju, reivindicando a implantação de um hospital neurodivergente e outros benefícios para crianças atípicas. Os manifestantes, que estão sendo monitorados pela Guarda Municipal, exigem a presença da prefeita Emília Corrêa para negociar suas demandas.
De acordo com Viviane, moradora do Bairro Lamarão e uma das organizadoras do protesto, as principais pautas incluem a construção de um hospital neurodivergente, a implementação de passe livre para mães que precisam levar filhos atípicos para terapias e a facilitação do acesso a medicamentos para as crianças.
"Duas vezes a gente sentou junto com Emília pra conversar. Ela passou todas as demandas para os secretários e até agora não foi resolvido", afirmou Viviane em entrevista à TV Sergipe.
Os manifestantes relatam que estão confinados no local desde a noite de terça-feira, com familiares trazendo alimentação do lado de fora. As entradas do prédio permanecem fechadas, e os participantes afirmam que não conseguem sair.
A gestão municipal informou que já recebeu os manifestantes através de uma comissão de secretários e solicitou a indicação de representantes para compor uma comissão de trabalho com a prefeita. No entanto, segundo a prefeitura, os moradores ainda não apresentaram os nomes dos representantes para dar continuidade às negociações.