31 de julho de 2025
Alagoas

Polícia identifica suspeitos de ataque a tiros em escola indígena em Palmeira dos Índios

Disparos atingiram o prédio da Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino, no território Xukuru-Kariri; ninguém ficou ferido.

Por Redação
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Polícia identifica suspeitos de ataque a tiros em escola indígena em Palmeira dos Índios - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas identificou suspeitos e traçou linhas de investigação sobre o ataque a tiros contra a Escola Estadual Indígena Pajé Miguel Selestino, localizada no território Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas. O crime ocorreu na noite de domingo (9) e atingiu portões e paredes da unidade, mas ninguém ficou ferido.

Segundo o chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Diogo Martins, o ataque foi percebido por um vigia, que ouviu os disparos e encontrou marcas de tiros no prédio. Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas e devem ajudar na identificação dos responsáveis.

A polícia informou que, até o momento, não há indícios de relação entre o crime e o processo de demarcação das terras indígenas, hipótese levantada por representantes da comunidade e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). “Agora buscamos aprofundar a qualificação e a motivação dos suspeitos, concluir o inquérito e remetê-lo à Justiça o quanto antes”, afirmou o delegado responsável.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que as aulas foram retomadas normalmente na segunda-feira (10) e que acompanha o caso junto às autoridades policiais.

Em nota, o Sinteal repudiou o ataque e classificou a ação como “covarde” e parte de um ambiente de intimidação vivido pelos povos indígenas da região. O sindicato destacou que o episódio ocorre em meio à tensão gerada pela homologação das terras Xukuru-Kariri e pediu punição exemplar aos responsáveis.

A Seduc também se manifestou publicamente, afirmando que reconhece a gravidade do caso e que vê o ataque como uma tentativa de intimidação contra a comunidade indígena. A pasta informou que a 3ª Gerência Especial de Educação foi mobilizada para prestar apoio pedagógico e emocional à equipe e aos estudantes da escola.