31 de julho de 2025
condenação

Empresário Rodrigo Carvalheira é condenado a 12 anos por estupro de vulnerável em Pernambuco

Justiça identifica 'modus operandi' de dopar vítimas; seis mulheres fizeram denúncias semelhantes

Por Redação
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Carvalheira deverá cumprir 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável - Foto: Reprodução/Instagram

O empresário pernambucano Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado nesta segunda-feira (10) a 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável. A sentença, proferida pela juíza Blanche Maymone Pontes Matos, da 18ª Vara Criminal da Capital, refere-se a um dos três processos criminais que o acusado enfrenta. O caso julgado, que ocorreu durante o Carnaval de 2019, veio a público no início de 2024, culminando na prisão de Carvalheira em abril daquele ano.

De acordo com o relato da vítima, que era amiga do acusado, o crime aconteceu quando ela já estava em estado de vulnerabilidade após um dia de bebida. "Ele virou um copo de bebida, então eu tomei um comprimido sem saber o que era. Não consegui ter reação nenhuma", detalhou a mulher, que acordou no dia seguinte após um "blackout" com sinais de abuso sexual. O nome da vítima é preservado em respeito à sua dignidade.

A decisão judicial destacou o "modus operandi" do empresário, que foi corroborado pelos depoimentos de outras três mulheres que também o denunciaram pelo mesmo crime. Elas relataram terem sido dopadas com comprimidos por Carvalheira, seguidas de perda de consciência e posterior estupro. A magistrada ressaltou que esse "padrão reiterado de conduta" conferiu credibilidade plena ao relato da vítima, comprovando a metodologia do acusado. A juíza também apontou que Carvalheira demonstrou "personalidade desvirtuada e voltada à manipulação", com um esforço "ativo e consciente para obstruir a Justiça".

A defesa de Rodrigo Carvalheira sustentou a tese de relação sexual consensual, argumento que foi rejeitado pela Justiça por não se compatibilizar com as provas dos autos. A sentença considerou o relato da vítima como coeso e detalhado, além de laudos psicológicos e outros elementos produzidos durante o processo. Embora a pena tenha sido fixada em 12 anos de prisão, o empresário permanecerá em liberdade provisória, monitorado por tornozeleira eletrônica, aguardando o julgamento dos recursos.

Em nota oficial, a defesa de Carvalheira informou que irá recorrer da decisão. Os advogados contestam a condenação, argumentando que ela se baseia apenas na "declaração unilateral da suposta vítima", reproduzida por testemunhas que não presenciaram os fatos. A defesa alega ainda que a sentença não considerou adequadamente mais de 2.200 páginas de provas documentais, incluindo mensagens, fotos e gravações que, segundo eles, demonstram "narrativas desencontradas". O texto finaliza reafirmando a confiança no reconhecimento da inocência de Rodrigo pelas instâncias superiores da Justiça.