Cashback de impostos vai elevar renda dos mais pobres, mas impacto varia entre regiões
Estudo da FGV mostra que famílias do Sudeste e Centro-Oeste devem ter ganhos maiores que as do Norte e Nordeste
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O mecanismo de devolução de impostos criado pela reforma tributária o chamado cashback deve beneficiar de forma desigual as famílias mais pobres do país, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A pesquisa aponta que a renda média dessa faixa da população pode aumentar 10%, mas os ganhos variam conforme a região. As maiores elevações estão previstas no Centro-Oeste (12%), Sudeste (11%) e Sul (10,1%), enquanto Norte (8,3%) e Nordeste (7,8%) devem ter crescimento menor.
De acordo com os autores, o resultado reflete diferenças no nível de consumo e no grau de informalidade da economia. “O pobre no Nordeste consome menos que um pobre no Sudeste”, explica o pesquisador Rafael Barros Barbosa, da Universidade Federal do Ceará.
O cashback está previsto para começar a valer em 2027, com devolução de até 100% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) sobre itens essenciais, como água, energia, gás de cozinha e internet. O benefício será destinado a famílias inscritas no Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo por pessoa.
Os pesquisadores destacam que, apesar das diferenças regionais, a medida tende a reduzir a desigualdade de renda e pode incentivar a formalização do comércio, já que o ressarcimento só será possível em compras com nota fiscal.