Isenção de Imposto de Renda deverá reduzir desigualdade e incentivar consumo, aponta especialista
Segundo Pedro Humberto de Carvalho, do Ipea, as famílias de classe média mais baixa terão ganho real entre R$ 350 e R$ 550 mensais.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar na próxima semana a reforma do Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso Nacional. A expectativa é que a sanção ocorra a partir de terça-feira (11), após o retorno de Lula da Cúpula do Clima em Belém.
A nova legislação, que entrará em vigor apenas em 2026, isenta do IR trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Para compensar as perdas, o projeto aumenta a tributação sobre altas rendas - acima de R$ 50 mil mensais.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a medida terá impacto positivo na economia. O economista João Leme, da Consultoria Tendências, estima que o PIB ganhará impulso de 0,15 a 0,2 ponto percentual. "No bolso dos trabalhadores, o impacto será de um 14º salário, mas distribuído todos os meses", comparou.
Segundo Pedro Humberto de Carvalho, do Ipea, as famílias de classe média mais baixa terão ganho real entre R$ 350 e R$ 550 mensais. "Vai ser uma folga orçamentária considerável", afirmou.
Os analistas também projetam que o aumento do poder de consumo deve impulsionar setores como comércio, educação, saúde e turismo, enquanto pode ajudar na redução do endividamento familiar - que atingiu em outubro o maior patamar da série histórica.