PF investiga cavalos recebidos por prefeito “TikToker” de Sorocaba
Cuidador dos animais deverá prestar depoimento sobre suposto presente recebido por Rodrigo Manga, afastado do cargo após operação da PF
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A Polícia Federal (PF) convocou o cuidador dos cavalos do prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido nas redes sociais como “prefeito TikToker”, para depor no inquérito que apura suspeitas de corrupção na administração municipal. Graciano Morais Filho, responsável por cuidar dos animais em um haras no bairro de Iporanga, deve esclarecer a origem dos cavalos da raça Mangalarga Marchador, que teriam sido presenteados ao político por um amigo.
Nesta quinta-feira (6/11), Manga foi alvo da operação Copia e Cola, deflagrada pela PF para investigar irregularidades em contratos da área da saúde firmados pela prefeitura. O prefeito, que soma mais de 7 milhões de seguidores nas redes sociais, foi afastado do cargo por seis meses e proibido de manter contato com servidores municipais. A primeira-dama, Sirlange Rodrigues Frate Maganhato, também é investigada. Ela é cunhada do bispo Josivaldo Souza, preso durante a ação policial.
O cuidador dos animais, conhecido como Neno, afirmou que o prefeito visita o haras cerca de uma vez por mês, mas negou que ele tenha vínculo direto com o local. Disse ainda que não foi intimado oficialmente, mas que pretende colaborar com as investigações. Além do bispo, o empresário Marco Silva Mott, amigo de infância de Manga, também foi preso. Na casa dele, os agentes apreenderam dinheiro vivo e relógios de luxo.
Em vídeo publicado no TikTok, o próprio Manga anunciou seu afastamento do cargo e atribuiu a decisão a perseguição política, sem mencionar as investigações por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A PF, por sua vez, informou que cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de bens dos investigados, estimados em R$ 6,5 milhões. A operação é um desdobramento da Copia e Cola, iniciada em abril, que apura desvios de recursos públicos em contratos emergenciais na área da saúde.