31 de julho de 2025

Laudo revela que jovem decapitado em operação no Rio morreu após ser atingido por tiro de fuzil

Perícia aponta que Yago Ravel Rodrigues foi morto antes da decapitação; polícia suspeita que rivais tenham cometido o crime para culpar agentes

Por Redação
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Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado após a megaoperação - Foto: Reprodução / Redes sociais

O laudo pericial do corpo de Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado após a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, aponta que o jovem foi atingido por um tiro de fuzil antes de ter a cabeça arrancada. O disparo, feito de baixo para cima, atravessou o abdômen de Yago e causou ferimentos no fígado, pulmão direito e estômago.

Segundo o documento, a decapitação ocorreu poucos minutos depois do disparo, ainda com circulação sanguínea, o que indica que o procedimento foi feito quando ele ainda estava vivo ou logo após a morte. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que o ato teria sido praticado com o uso de um facão.

As investigações da Polícia Civil indicam que o crime pode ter sido cometido por integrantes da própria facção criminosa. A suspeita é de que rivais de Yago tenham decapitado o corpo para reforçar a narrativa de que as mortes na operação resultaram de excessos policiais.

Durante entrevista coletiva, o secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, declarou que as suspeitas de vilipêndio de cadáveres estão sendo apuradas. “Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça? Os criminosos podem ter feito isso para chamar a atenção da imprensa”, afirmou.

A operação, realizada no último dia 28, teve como alvo integrantes do Comando Vermelho e resultou em confrontos intensos nas comunidades. Yago, segundo a polícia, atuava na linha de frente da facção.