31 de julho de 2025
TAMBÉM É MODELO

Influenciadora é alvo de operação em Alagoas por falsificar documento e se passar por policial civil

Renata Schözen falsificou decisão judicial para comprar distintivos em SP, desafiou autoridades nas redes e teve itens apreendidos; caso investiga possível fraude processual

Por Redação
Publicado em
A influenciadora e modelo Renata Schözen - Foto: Reprodução/Instagram

A modelo e influenciadora Renata Schözen tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo após falsificar uma decisão judicial para adquirir distintivos da corporação e se passar por policial. O caso começou quando a jovem, que mora em Alagoas, foi reprovada em um concurso para a polícia e decidiu viver o sonho por conta própria, utilizando um documento do Tribunal de Justita de São Paulo adulterado para realizar a compra.

Após a aquisição dos distintivos, Renata passou a gravar vídeos fazendo ameaças e debochando das autoridades policiais nas redes sociais. A Polícia Civil de São Paulo tentou inicialmente uma solução administrativa, acionando-a judicialmente para a devolução dos itens. No entanto, a influenciadora ignorou a intimação e continuou com as publicações, chegando a afirmar que a notificação recebida via aplicativo de mensagens era falsa.

Diante da resistência, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão. A Polícia Civil de Alagoas cumpriu a ordem na residência da influenciadora, localizando e recolhendo os distintivos, que agora serão devolvidos à corporação paulista. Renata Schözen responderá judicialmente pelo crime de fraude processual. A investigação também apura se ela contou com auxílio de outras pessoas para falsificar a decisão judicial.

Apesar das provas e da ação policial, a influenciadora mantém em suas redes sociais a informação de que é policial civil de São Paulo e de Alagoas. Em contato com a reportagem do programa Cidade Alerta, de São Paulo, ela negou ter se autodeclarado policial, alegando que se trata de uma candidata a concursos públicos – incluindo para o BOPE e a Polícia Militar de Alagoas – e que a decisão judicial que a envolve ainda não é definitiva.