Greve do metrô do Recife completa 3º dia com 36 estações fechadas e 170 mil passageiros atingidos
Audiência de conciliação não resultou em acordo; sindicato apresenta plano de recuperação e CBTU terá 30 dias para análise, enquanto consórcio reforça frota de ônibus
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A greve dos metroviários do Recife completa seu terceiro dia nesta quarta-feira (5) com todas as 36 estações do sistema fechadas, afetando aproximadamente 170 mil passageiros que dependem diariamente do metrô. A paralisação, decidida em assembleia no último 30 de outubro, foi motivada pelo incêndio em um trem da Linha Centro em 25 de outubro e também protesta contra o processo de privatização do sistema anunciado pelo governo federal.
A audiência de conciliação realizada na terça-feira (4) na Justiça do Trabalho, com participação do Ministério Público do Trabalho, não resultou no fim da greve. Durante o encontro, o Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) entregou à Companhia Brasileira dos Trens Urbanos (CBTU) um Plano Emergencial de Recuperação do Metrô, contendo reivindicações por melhorias estruturais e de segurança. A CBTU se comprometeu a analisar o documento no prazo de 30 dias.
Com o fechamento total das estações, os passageiros têm enfrentado ônibus superlotados e trajetos mais longos e cansativos. O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano reforçou o sistema com mais 80 ônibus em circulação e ativou linhas emergenciais, incluindo as linhas 238 (TI Jaboatão/TI Barro), 858 (TI Joana Bezerra/TI Afogados/TI Barro) e 2481 (TI Camaragibe/TI TIP). Além disso, foi implementada integração temporal no Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) em várias linhas, permitindo uso gratuito em conexões dentro de duas horas.
A categoria se reúne nesta quarta-feira, a partir das 18h, em nova assembleia para decidir os rumos da paralisação, que continua por tempo indeterminado. Enquanto isso, a população segue dependendo exclusivamente do sistema de ônibus para seus deslocamentos na Região Metropolitana do Recife.