31 de julho de 2025
Operação Contenção

Relatório aponta que 17 dos mortos em megaoperação no Rio não tinham antecedentes criminais

Levantamento aponta que 95% das vítimas tinham ligação com a facção; principal alvo, "Doca", segue foragido

Por Redação
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Polícia Civil descreve que 97 das pessoas mortas “apresentavam históricos criminais relevantes” - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na noite deste domingo (2) um detalhado perfil com imagens de 115 das 117 pessoas mortas durante a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28/9) nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital. O relatório, elaborado com base em dados da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado, revela que mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho, enquanto 54% eram de outros estados.

De acordo com o comunicado oficial, 97 dos mortos possuíam histórico criminal relevante, sendo que 59 deles tinham mandados de prisão em aberto. A polícia admitiu que 17 das vítimas não apresentavam antecedentes criminais, mas afirmou que, em 12 desses casos, havia “indícios de participação no tráfico em suas redes sociais”. Dois laudos permanecem inconclusivos.

A lista nominal — que classifica os mortos como “neutralizados” — indica que 62 eram de outros estados, com destaque para Pará (19), Amazonas (9), Bahia (12) e Ceará (4). O relatório ainda ressalta que atuam no Rio “chefes de organizações criminosas de 11 estados, de quatro das cinco regiões do país”.

O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” e apontado como líder do Comando Vermelho, segue foragido. Nenhuma das vítimas fatais havia sido denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Rio antes da ação. Diante da dimensão da operação, a OAB-RJ criou um observatório para acompanhar a apuração sobre a legalidade das ações das polícias Civil e Militar.