31 de julho de 2025
paraíba

Corpo de menino morto por asfixia foi levado por carro de aplicativo até local do enterro pelo próprio pai

Crime ocorreu durante visita do pai, que viajou de SC para ver a criança; Davi Piazza Pinto usou app de transporte para levar o corpo e depois se entregou em Florianópolis

Por Redação
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Necropsia apontou que a criança foi morta por asfixia por sufocação - Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

Um crime chocou João Pessoa neste final de semana após o pai confessar ter asfixiado o próprio filho de 11 anos, que era autista e tinha deficiência visual. De acordo com a Polícia Civil, Davi Piazza Pinto matou a criança dentro do apartamento onde estava hospedado e depois transportou o corpo em um carro de aplicativo até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, onde o enterrou.

A vítima estava desaparecida desde a manhã de sexta-feira (31). O corpo foi localizado na noite de sábado (1º) após o próprio suspeito confessar o crime à mãe da criança e indicar o local onde havia ocultado o corpo. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou através de necropsia realizada no domingo (2) que a causa da morte foi asfixia por sufocação.

Segundo investigações, o pai havia viajado de Santa Catarina especificamente para visitar o filho, sob alegação de que queria ajudar nos cuidados da criança e restabelecer a convivência. O delegado Bruno Germano, que investiga o caso, relatou que o crime aconteceu durante um encontro entre pai e filho no bairro de Manaíra, zona leste da capital paraibana.

"O pai esteve aqui na quinta-feira, na sexta ele recebeu a criança para curtir momentos em família", explicou o delegado. "Ele tinha combinado com a mãe de levar a criança para passar um tempo com ele em Florianópolis. [A mãe] começou a falar com ele, perguntar sobre o filho, e ele dizendo que estava tudo bem. Não enviava fotos. Quando hoje [domingo], ele, arrependido, ligou para ela, informando que tinha matado a criança, o local onde tinha ocultado o cadáver e se entregou à polícia de Florianópolis".

Testemunhas relataram à polícia que o suspeito utilizou um aplicativo de transporte para levar o corpo até o local do enterro. O corpo da criança foi encontrado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, em uma cova rasa nas imediações de uma antiga fábrica abandonada no bairro Colinas do Sul.

O suspeito foi preso após se apresentar espontaneamente em uma delegacia de Florianópolis. A Polícia Civil da Paraíba continua investigando as motivações exatas do crime e todas as circunstâncias que levaram ao trágico desfecho. O corpo foi liberado para sepultamento no Cemitério do Cristo.