Ex-espiã do Kremlin revela estratégia de sedução usada contra alvos ocidentais
Ex-agente russa detalha como o Kremlin treinava mulheres para seduzir e manipular alvos ocidentais, arrancando segredos estratégicos por meio de fotos, charme e pressão emocional
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Aliia Roza, de 40 anos, revelou ter sido treinada ainda na adolescência para atuar como “espiã sexual” a serviço do Kremlin, com o objetivo de extrair segredos comerciais, tecnológicos e de Estado da Rússia, China e do Ocidente. Em entrevista ao NY Post, a ex-agente contou detalhes inéditos de operações em que manipulava alvos masculinos por meio da sedução e do vínculo emocional.
Segundo Aliia, a rotina de infiltração envolvia convivência constante com as vítimas, observação minuciosa e contato estratégico apenas após várias interações discretas: “Você aparece na vida deles sete vezes antes de fazer contato. Pode ser na cafeteria, na academia ou curtindo postagens online. Quando finalmente se encontram, o cérebro dele já confia em você”, explicou.
O processo de aproximação começava com elogios, selfies e fotos de biquíni, seguidos de demonstrações de vulnerabilidade para ativar o instinto de proteção do alvo: “Elas fingem ser fracas ou sozinhas — ‘Meus pais foram mortos, sou estudante, estou sem dinheiro’. Isso ativa o instinto de herói do alvo”, disse Aliia.
Após estabelecer confiança, a manipulação psicológica se intensifica, levando o alvo a ceder informações sensíveis sob pressão emocional: “Se você não enviar essa informação agora, eu vou desaparecer para sempre”, contou a ex-espiã.
Aliia Roza participou de dez missões secretas principalmente na Europa e desertou após um envolvimento pessoal com um alvo de alto escalão. Hoje, ela expõe a metodologia usada por Moscou e Pequim para treinar jovens mulheres em operações de inteligência sofisticadas, mas moralmente questionáveis.