31 de julho de 2025
NOVA ZELÂNDIA

Adolescente perde parte do intestino após engolir quase 100 ímãs de alta potência

Menino de 13 anos suportou quatro dias de dor antes de buscar ajuda médica; relatório alerta para perigo de ímãs de neodímio amplamente disponíveis online

Por Redação
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Raio-x abdominal do menino que engoliu entre 80 e 100 ímãs de alta potência - Foto: New Zealand Medical Journal

Um adolescente de 13 anos da Nova Zelândia passou por uma cirurgia de emergência e perdeu parte de seu intestino após engolir entre 80 e 100 ímãs de neodímio de alta potência. O caso, recentemente publicado no New Zealand Medical Journal, alerta para os graves riscos desses pequenos ímãs amplamente disponíveis no comércio online.

O menino suportou quatro dias de dor abdominal antes de procurar atendimento médico e revelou aos médicos que havia engolido os ímãs aproximadamente uma semana antes. Os exames mostraram que os ímãs haviam se agrupado em quatro correntes na parte inferior direita do abdômen, unindo diferentes seções do intestino com sua força magnética - um fenômeno tão intenso que distorceu algumas imagens dos exames.

Durante a cirurgia exploratória, os médicos descobriram que as correntes magnéticas estavam causando necrose por pressão (morte do tecido) em partes do intestino delgado e grosso. Embora tenham conseguido remover todos os ímãs, foi necessário remover parte do intestino do adolescente. Ele passou oito dias se recuperando no hospital antes de receber alta.

O relatório destacou que, apesar de países como Nova Zelândia e Austrália terem proibido permanentemente a venda de ímãs de alta potência, a fiscalização continua sendo um desafio. Esses produtos permanecem amplamente disponíveis online a preços baixos, frequentemente sem verificação de idade.

O adolescente informou aos médicos que comprou os ímãs na plataforma de comércio eletrônico Temu. A empresa afirmou que verificou as listagens de produtos similares em sua plataforma e que os ímãs atualmente disponíveis "estão em conformidade com as regulamentações da Nova Zelândia", mas reconheceu que "podem ser perigosos se ingeridos".

Nos Estados Unidos, a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo implementou em 2022 um padrão de segurança obrigatório que limita a força de ímãs soltos, além de ter emitido vários recalls para produtos contendo ímãs perigosos, que continuam classificados como risco à segurança.

O caso serve como um alerta urgente para pais, educadores e autoridades de saúde sobre os perigos subestimados desses pequenos ímãs de alta potência, cuja ingestão pode levar a consequências devastadoras mesmo quando tratada rapidamente.