31 de julho de 2025
ECONOMIA

Brasil busca ingresso como membro pleno da ASEAN em estratégia de expansão comercial no Sudeste Asiático

Lula anuncia durante visita à Indonésia que país trabalha para integrar bloco de 680 milhões de habitantes; comércio bilateral já supera US$ 37 bilhões

Por Redação
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"Nós vivemos um bom momento econômico brasileiro", disse o Presidente - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (24) que o Brasil trabalha formalmente para se tornar membro pleno da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A declaração foi dada após reunião com o secretário-geral do bloco, Kao Kim Hourn, em Jacarta, e representa um marco na política externa brasileira de diversificação de parcerias internacionais.

"O Brasil trabalha para ser membro pleno da ASEAN. O Brasil tem de acreditar na sua economia, nós vivemos um bom momento econômico brasileiro", afirmou Lula, destacando que a estratégia visa aumentar a balança comercial, as reservas em dólares e atrair novos investimentos para o país. O Brasil já é o único país latino-americano com Parceria de Diálogo Setorial com o bloco, estabelecida em 2023.

A ASEAN representa um mercado estratégico de 680 milhões de habitantes. Se fosse um único país, seria o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com trocas que superaram US$ 37 bilhões no ano passado. Durante o encontro, Lula convidou a organização para participar da COP30 em Belém e propôs ampliar a cooperação para bioenergia, saúde e educação até 2026.

Em sua agenda na região, o presidente brasileiro participará pela primeira vez como chefe de Estado da cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, onde também se reunirá com o presidente norte-americano Donald Trump. A visita à Malásia ocorre após passagem pela Indonésia, onde Lula firmou oito acordos bilaterais e criticou o volume atual de US$ 6,3 bilhões em comércio entre os países como aquém do potencial.

"Quanto mais parcerias econômicas nós tivermos, melhor. E não apenas econômicas e comerciais, mas parcerias entre nossas universidades, nossos cientistas", reforçou Lula, defendendo o fortalecimento do multilateralismo como alternativa ao protecionismo comercial. A estratégia do governo busca posicionar o Brasil como ponte entre blocos econômicos em um cenário global fragmentado.