Lula vê acordo com EUA como possível, mas admite que não sairá de reunião com Trump
Presidente citou guerras na Ucrânia e Gaza e crise tarifária como temas do encontro no domingo, que ainda aguarda confirmação oficial
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou confiança na possibilidade de um acordo para resolver a crise tarifária com os Estados Unidos, mas afirmou que um entendimento não será fechado durante o encontro que deve ter com o presidente americano, Donald Trump, no próximo domingo (26). A declaração foi dada ao final de sua visita de estado à Indonésia, na madrugada desta sexta-feira (24).
Lula explicou que, embora a reunião de cúpula seja crucial, as soluções concretas virão da mesa de negociações. “Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã ou depois de amanhã. Ele será feito pelos negociadores”, afirmou. O presidente não quis estipular um prazo para a conclusão das tratativas, que já envolvem os ministros Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).
Sobre a pauta do encontro, Lula se mostrou aberto a discutir todos os temas, desde os conflitos na Ucrânia e em Gaza até a crise com a Venezuela e a exploração de terras raras. No entanto, reafirmou a posição brasileira na questão comercial. “Os Estados Unidos não são deficitários (no comércio com o Brasil), portanto não tem explicação a taxação feita ao Brasil. Também não tem explicação a punição de ministros nossos”, declarou.
O encontro bilateral está previsto para ocorrer à tarde de domingo, em Kuala Lumpur, nas margens da Cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), da qual ambos os presidentes participam. Apesar de o governo brasileiro aguardar a confirmação formal da Casa Branca para um anúncio, Lula tratou o evento como certo em suas declarações, sinalizando a importância estratégica que o governo atribui ao diálogo direto com os Estados Unidos.