31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Alagoas registra 466 violações contra mulheres em setembro, com metade dos casos em Maceió

Dados do MDHC mostram que violência doméstica segue como principal cenário de agressões

Por Redação
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Alagoas registrou 466 casos de violações de direitos contra mulheres - Foto: Reprodução

Alagoas registrou 466 casos de violações de direitos contra mulheres apenas no mês de setembro de 2025, de acordo com dados compilados pelo Painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). As ocorrências incluíram agressões físicas, ameaças, constrangimentos, perseguição (stalking) e outras formas de violência. A capital Maceió concentrou sozinha 222 registros, representando quase metade de todos os casos do estado. O levantamento também reforça a gravidade do cenário ao revelar que Alagoas manteve, em 2024, uma taxa de feminicídio de 1,3 para cada 100 mil mulheres.

Segundo o delegado Arthur César, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a violência de gênero continua sendo o principal motivador dos feminicídios no estado. “Alguns casos são claramente de feminicídio, quando a mulher é morta pela condição de ser mulher, dentro de um contexto de violência doméstica ou familiar”, explicou. O perfil das vítimas permanece inalterado: a maioria é de mulheres negras ou pardas, e o ambiente doméstico segue sendo o cenário mais comum das agressões.

Casos recentes de grande repercussão, como os de Luana (Trapiche), Ketny e Jéssica, voltaram a colocar em evidência a brutalidade da violência contra a mulher em Alagoas. No caso de Jéssica, cujo corpo foi identificado pela família através de tatuagens, a polícia investiga se o crime se caracteriza como feminicídio ou se está relacionado ao tráfico de drogas. O delegado Arthur César ressaltou que o tráfico permanece como uma das principais fontes de violência no estado, atingindo também a população feminina.