Pai de menina encontrada morta em estábulo tem prisão preventiva revogada pela Justiça de Alagoas
Florival Lopes da Costa deixará a prisão, mas usará tornozeleira eletrônica e terá medidas restritivas; laudo apontou que morte da menina foi autoinfligida
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A Justiça de Alagoas, através da 4ª Vara de Palmeira dos Índios, revogou nesta quarta-feira (22) a prisão preventiva de Florival Lopes da Costa, pai de Maria Catarina Simões da Costa, de 10 anos, encontrada morta por enforcamento em um estábulo na zona rural do município em julho de 2024. A decisão considerou que, no momento, não há indícios suficientes de autoria para manter a prisão, embora o processo continue em andamento. O pai responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir rigorosas medidas cautelares.
Entre as determinações impostas pela magistrada estão o uso de tornozeleira eletrônica por seis meses, com reavaliação ao término do prazo, proibição de contato com a esposa e o filho, incluindo distância mínima de 500 metros, e comparecimento mensal em juízo para prestar informações. Florival também não poderá se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial. A decisão alerta que o descumprimento de qualquer medida poderá resultar na nova decretação da prisão preventiva.
O caso ganhou repercussão quando o Ministério Público de Alagoas denunciou o pai por castigos severos e violência física e psicológica contra a filha, alegando que essas agressões teriam induzido a menina ao suicídio. Apesar do laudo pericial ter caracterizado a morte como suicídio, o MP sustentou que o tratamento violento do pai foi determinante para o desfecho trágico. Com a revogação da prisão, o processo segue seu curso, e Florival responderá às acusações em liberdade, sob monitoramento eletrônico.