Museu do Louvre reabre após roubo de joias da coroa francesa avaliadas em R$ 550 milhões
Ladrões usaram guindaste para invadir galeria e levar peças históricas em operação de 7 minutos
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O Museu do Louvre, em Paris, reabriu suas portas nesta quarta-feira (22) após três dias fechado devido a um roubo cinematográfico de joias da coroa francesa no valor estimado de 88 milhões de euros (cerca de R$ 550,2 milhões). Apenas a Galeria de Apolo, local diretamente afetado pelo crime, permanece fechada ao público. O museu, que normalmente não funciona às terças-feiras, havia sido evacuado no domingo (20) após o assalto e manteve-se fechado na segunda com segurança drasticamente reforçada, incluindo a presença de seguranças armados e cães farejadores no perímetro externo.
De acordo com as investigações, os ladrões executaram uma operação de precisão que durou apenas sete minutos na manhã de domingo. Utilizando um guindaste para alcançar a Galeria de Apolo - que abriga relíquias da realeza francesa -, os criminosos quebraram uma janela e roubaram oito joias históricas de valor incalculável. A polícia francesa confirmou que pelo menos quatro indivíduos estão envolvidos no crime e permanecem foragidos. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, determinou o reforço imediato da segurança em todos os museus e instituições culturais do país após o incidente.
A reabertura não apagou a frustração de centenas de turistas que compareceram ao museu na segunda-feira sem terem sido avisados previamente sobre o fechamento. Muitos visitantes, que já aguardavam na fila de entrada, só foram informados do cancelamento das visitas uma hora após o horário previsto para a abertura. "Planejei este dia por meses. Eles deveriam ter nos avisado ontem à noite", reclamou o turista americano Michael Dalton à Reuters.
As autoridades francesas prometeram reembolsos aos visitantes prejudicados, enquanto o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, classificou publicamente o roubo como "deplorável" e admitiu que "falhamos" na proteção do patrimônio histórico, reconhecendo que o episódio "prejudica a imagem" da França internacionalmente.