31 de julho de 2025
''fartamente comprovada''

Moraes vota pela condenação de 7 réus do "núcleo de desinformação" por atos golpistas pós-eleição de 2022

Relator do caso no STF afirmou que provas são "fartas" e detalhou atuação de grupo que inclui militares na disseminação de notícias falsas e ataques às instituições para manter Bolsonaro no poder

Por Redação
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Grupo era responsável disseminar ataques ao processo eleitoral - Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação dos sete réus que integram o chamado "núcleo de desinformação" da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022. Relator do caso, Moraes levou mais de duas horas para ler seu voto, no qual repetiu que ficou "fartamente comprovada" a existência de uma organização criminosa que atuou para romper o Estado Democrático de Direito.

Em seu voto, Moraes individualizou a atuação de cada réu, apresentando prints de redes sociais, mensagens e áudios que demonstram a coordenação para disseminar ataques ao processo eleitoral e instituições democráticas. O ministro citou como provas concretas a minuta do decreto golpista, a "Operação Copa 2022" e o "Plano Punhal Verde Amarelo", além do testemunho do tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com a investigação.

"Uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu", comentou Moraes sobre o relatório com supostas falhas em urnas eletrônicas produzido pelo grupo e usado pelo PL para questionar os resultados da eleição.

Apenas um réu, Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal, teve absolvição parcial - Moraes reconheceu "dúvida razoável" sobre sua participação direta no golpe, mantendo a condenação apenas por integrar organização criminosa e atentar contra o Estado Democrático.

O julgamento na Primeira Turma do STF continua com os votos dos ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Este é o segundo núcleo a ser julgado no processo do golpe de 2022, seguindo-se a condenação anterior de Bolsonaro e outros seis integrantes do chamado "núcleo crucial".

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