Câncer de mama: exame a partir dos 40 anos é crucial para reduzir 20 mil mortes anuais no Brasil
Mamografia anual é a principal arma contra a doença, que registrou mais de 108 mil casos em mulheres de 35 a 49 anos nos últimos 5 anos
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O câncer de mama continua sendo o tumor que mais mata mulheres no Brasil, com mais de 20 mil óbitos registrados apenas em 2023. Os dados do Painel Oncologia Brasil acendem um alerta sobre a urgência do diagnóstico precoce, que pode elevar as chances de cura para até 90%, segundo especialistas.
"Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as taxas de cura e menos agressivos são os tratamentos", explica Romualdo Barroso, oncologista da Rede Américas. Ele ressalta que o autoexame não deve ser considerado método principal de rastreamento, pois tumores detectáveis ao toque geralmente já estão em estágio avançado.
Mudança no perfil da doença
Dados recentes revelam que uma em cada três pacientes diagnosticadas entre 2018 e 2023 tinha entre 35 e 49 anos - totalizando mais de 108 mil casos nessa faixa etária. Esse cenário motivou a mudança na recomendação do SUS, que agora indica a mamografia anual a partir dos 40 anos, acompanhando a prática já adotada na rede privada.
"Essa mudança foi uma grande conquista. Iniciar o rastreio em mulheres mais jovens vai de encontro com a tendência mundial do aumento na incidência do câncer de mama nessa população", afirma Cynthia Lemos, oncologista do Hospital Nove de Julho.
Fatores de risco e prevenção
Entre os principais fatores de risco estão:
- Obesidade após a menopausa
- Sedentarismo e consumo de álcool
- Tabagismo
- Fatores hormonais (menstruação precoce, menopausa tardia)
- Histórico reprodutivo (primeira gestação após os 30 anos)
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 73,6 mil novos casos para 2025. O risco médio de uma mulher desenvolver a doença até os 80 anos é de 12% a 15%, mesmo sem histórico familiar, reforçando a importância do rastreamento regular.