31 de julho de 2025
série de assassinatos

Gêmea de universitária denunciada por envolvimento em série de homicídios com veneno em São Paulo

Roberta Cristina é acusada de quatro assassinatos cometidos em conjunto com a irmã Ana Paula; ambas são investigadas por crimes que chocaram a Grande São Paulo e o Rio de Janeiro

Por Redação
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Segundo os investigadores, o modus operandi das irmãs consistia em se aproximar das vítimas por meio de relações de amizade ou romance - Foto: Reprodução / TV Globo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Roberta Cristina Veloso Fernandes por quatro homicídios qualificados, acusando-a de agir em parceria com sua irmã gêmea, Ana Paula Veloso Fernandes, também denunciada, em uma sequência de assassinatos ocorridos entre janeiro e maio deste ano. As investigações apontam que as irmãs utilizavam veneno, conhecido como “chumbinho”, para envenenar suas vítimas.

Conforme a denúncia protocolada na Vara do Júri de Guarulhos, os promotores Rodrigo Merli Antunes e Vania Cáceres Stefanoni destacam que Roberta age com a mesma frieza e crueldade atribuídas à irmã, caracterizando ambas como serial killers. Além disso, a acusada teria tentado obstruir as investigações, eliminando provas e desviando a culpa para terceiros inocentes.

As vítimas identificadas são Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres, mortos em cidades como Guarulhos, São Paulo e Duque de Caxias (RJ). Os crimes teriam motivações variadas, desde apropriação de imóvel até vingança e promessa de recompensa.

Roberta e Ana Paula foram presas em setembro, enquanto Michele Paiva da Silva, suspeita de ter contratado as gêmeas para cometer um dos homicídios, foi detida em outubro. A promotoria destaca que todas as mortes envolveram a administração de “chumbinho” em alimentos oferecidos às vítimas.

Segundo os investigadores, o modus operandi das irmãs consistia em se aproximar das vítimas por meio de relações de amizade ou romance, envenená-las e tentar obter benefícios financeiros com as mortes.

A defesa das irmãs, representada pelo advogado Almir da Silva Sobral, afirma que qualquer conclusão sobre a culpa das acusadas é prematura e que aguarda o desenvolvimento das provas para que a verdade seja esclarecida. A defesa de Michele ainda não se manifestou.