31 de julho de 2025
AMÉRICA DO SUL

Presidente Lula parabeniza Rodrigo Paz, presidente eleito da Bolívia, e reafirma prioridade nas relações bilaterais

Em carta, Lula destaca compromisso do Brasil em trabalhar por uma América do Sul mais integrada e elogia processo eleitoral "em clima de tranquilidade" no país vizinho

Por Redação
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Rodrigo Paz, presidente eleito da Bolívia. - Foto: Reprodução/CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou publicamente o presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, pela vitória nas eleições realizadas no último domingo (19). Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (20), Lula revelou que encaminhou uma carta ao político boliviano, do Partido Democrata Cristão (PDC), de centro-direita, reafirmando a importância da relação bilateral entre os dois países.

"Na carta, reitero a prioridade do governo brasileiro no relacionamento com a Bolívia, com a qual compartilhamos extensa fronteira, mas também uma relação de amizade e respeito", escreveu o presidente brasileiro. Lula acrescentou que Paz pode contar com o compromisso do governo brasileiro de seguir trabalhando "em benefício das relações bilaterais e de cooperação em temas de interesse mútuo".

O mandatário brasileiro também enalteceu o processo eleitoral boliviano, afirmando que a conclusão dos trabalhos "em clima de tranquilidade e harmonia" demonstra o compromisso da sociedade boliviana com a democracia, "que deve seguir norteando toda a nossa região".

A vitória de Rodrigo Paz representa uma mudança significativa no cenário político boliviano, marcando o fim de quase duas décadas de governos do Movimento ao Socialismo (MAS), legenda do ex-presidente Evo Morales. A plataforma moderada de Paz, que promete manter programas sociais enquanto incentiva o setor privado, parece ter atraído eleitores de esquerda descontentes com o MAS, mas receosos em relação às propostas de austeridade de seu rival conservador, Jorge "Tuto" Quiroga.

Com posse marcada para 8 de novembro, Paz enfrentará o desafio de governar sem maioria legislativa, necessitando formar alianças para implementar seu programa de governo.