'Risco à saúde': operação encontra fábrica clandestina com bebidas armazenadas em caixas d'água
Polícia já interditou 5 fábricas clandestinas no agreste pernambucano com condições sanitárias críticas
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Pernambuco ocupa o segundo lugar no ranking nacional de intoxicações por metanol, com 43 casos suspeitos entre os 181 em investigação em todo o país, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O estado já confirmou três mortes pela substância tóxica, enquanto operações da Polícia Civil no Agreste pernambucano intensificam o combate a esquemas clandestinos de produção e falsificação de bebidas alcoólicas. Desde o início das investigações, sete operações resultaram na interdição de cinco endereços e apreensão de mais de 33 mil garrafas de bebidas adulteradas.
Em ação acompanhada pelo programa Profissão Repórter, a polícia descobriu uma fábrica clandestina que funcionava em imóvel aparentemente abandonado, contendo centenas de garrafas de cachaça, conhaque, vinho, vodka e cerveja prontas para comercialização. "Não tem controle sanitário nenhum. Isso aqui deve estar cheio de doença, de rato. Fora a falta de controle e que tipo de álcool que está sendo usado para fabricar essas bebidas", alertou o delegado Vitor Hugo durante a operação, que encontrou bebidas armazenadas em caixas d'água em condições totalmente inadequadas.
A supervisora da Vigilância Sanitária, Laudenice Ramos, destacou os graves riscos: "Mesmo que não haja metanol, só a presença de microorganismos é um grande risco e a estrutura é totalmente inadequada”. Em outra operação, três pessoas foram presas em flagrante com mais de 1.400 garrafas prontas para venda, utilizando sistema de reutilização de garrafas, lacres e tampas.
Amostras coletadas nas fábricas clandestinas seguem em análise para verificação de metanol e outras substâncias tóxicas, enquanto as investigações continuam para desarticular completamente a rede de falsificação.