31 de julho de 2025
após cessar-fogo

ONU acusa exército israelense de matar civis em áreas de deslocamento em Gaza

De acordo com o órgão, pelo menos 15 palestinos foram mortos a tiros nessas áreas desde o dia 10 de outubro.

Por Redação
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De acordo com a ONU, pelo menos 15 palestinos foram mortos a tiros nessas áreas desde o dia 10 de outubro. - Foto: Bashar Taleb/AFP

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou, nesta quarta-feira (15), que o exército de Israel "continua a matar civis" nas zonas de Gaza para onde a população palestina foi realocada. De acordo com o órgão, pelo menos 15 palestinos foram mortos a tiros nessas áreas desde o dia 10 de outubro.

Em uma publicação na rede social X, o Escritório de Direitos Humanos da ONU nos Territórios Palestinos Ocupados foi enfático ao declarar: "Atacar civis que não participam diretamente das hostilidades constitui um crime de guerra, independentemente do local do incidente e da proximidade com a linha de mobilização acordada".

Questionadas sobre as acusações, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram à CNN que, na terça-feira (14), "vários suspeitos foram identificados cruzando a linha amarela e se aproximando de tropas" que atuam no norte da Faixa de Gaza. A nota acrescentou que os soldados "abriram fogo para afastar a ameaça" após tentativas de afastar os indivíduos por meios não letais.

Do lado dos civis, os relatos são de medo e dificuldade. Moemen Hassanein, um morador da Cidade de Gaza que conversou com a agência Reuters, descreveu o temor constante pela segurança. "Eles não se retiraram, é tudo mentira. Quando saímos, eles atiram em nós", afirmou. "Só queremos suprimentos para o inverno, o frio está chegando e não há nada, absolutamente nada."

O episódio ocorre em um contexto de acusações mútuas entre Israel e o grupo Hamas sobre violações do cessar-fogo vigente. Apesar das tensões, não há indícios concretos de que o acordo de trégua esteja em risco de colapso iminente.