Mulher morre após confundir planta tóxica com couve em MG; outras vítimas seguem internadas
O incidente ocorreu em uma chácara na zona rural, onde quatro pessoas ingeriram a Nicotiana glauca acreditando ser couve
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Uma mulher de 37 anos morreu nessa segunda-feira (13) após consumir acidentalmente uma planta tóxica conhecida como "falsa couve" durante um almoço em família em Patrocínio, Minas Gerais. Claviana Nunes da Silva estava internada desde a última quarta-feira (8) e não resistiu às complicações causadas pela intoxicação, que provocou uma grave lesão cerebral.
O incidente ocorreu em uma chácara na zona rural, onde quatro pessoas ingeriram a Nicotiana glauca, planta parecida com a couve, mas altamente tóxica. Entre as vítimas, um homem de 67 anos recebeu alta, enquanto dois outros permanecem hospitalizados — um em coma induzido e outro em estado estável. Uma criança de 2 anos também foi levada ao hospital para observação, mas não chegou a consumir a planta.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para o local e colheu a planta no próprio terreno, acreditando ser couve. Após a refeição, todos passaram mal e sofreram paradas cardiorrespiratórias, revertidas pelos socorristas no local.
Diferenças entre a planta tóxica e a couve
Especialistas alertam que a Nicotiana glauca contém anabazina, substância que bloqueia a transmissão nervosa e pode causar paralisia muscular, dificuldade respiratória e até a morte. O biólogo Guilherme Ceolin, professor da UFSM, explica que, embora semelhante à couve, a planta tóxica tem folhas mais lisas e nervuras menos marcadas.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso, tratado como envenenamento acidental. Amostras da planta foram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
O velório de Claviana será realizado nesta terça-feira (14) em Guimarânia, com sepultamento no Cemitério Municipal.