Governo reorganiza base aliada com exonerações de cargos no Congresso
Demissões de indicados por parlamentares que votaram contra a MP de tributação de bets e fintechs visam recompor apoio e redistribuir cargos a aliados fiéis
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O governo federal iniciou uma reorganização de sua base de apoio no Congresso a partir da exoneração de ocupantes de cargos regionais em diversos órgãos. Desde a última sexta-feira (10), o Diário Oficial da União tem publicado a demissão de funcionários indicados por parlamentares que votaram contra os interesses do Palácio do Planalto, como a retirada de pauta da Medida Provisória que aumentava a tributação de bets, fintechs e letras de crédito.
A estratégia é redistribuir as vagas para parlamentares e partidos que têm mantido fidelidade ao governo, buscando recompor a base e atrair novos aliados. Fontes do Planalto e do Congresso afirmam que a votação da MP foi considerada um "divisor de águas", com 251 votos a favor e 193 contra, e as exonerações são vistas como uma consequência natural da infidelidade. Entre os partidos afetados estão o PSD, que orientou contra a votação da MP, e o PP, que teve nomes exonerados na Caixa Econômica Federal.
A medida tem sido bem recebida por integrantes da base aliada, que cobravam uma reação do governo diante de parlamentares que ocupam cargos, mas votam contra orientações do Planalto. A reorganização também reflete a disputa eleitoral em andamento, com setores da oposição, como o ex-ministro Ciro Nogueira (PP), articulando contra o governo e buscando viabilizar uma candidatura de direita para 2026.