31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Rodrigo Pacheco e a cadeira do STF: suplente do senador preocupa governo Lula

Ex-presidente do Senado é um dos nomes na lista de Lula para o Supremo Tribunal Federal

Por Patrícia Fahlbusch
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Senador Rodrigo Pacheco - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é um dos nomes da lista de possíveis indicações do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal. Pacheco nasceu em Porto Velho, capital de Rondônia, tem 49 anos, é formado em Direito com especialização na esfera penal. Foi o mais jovem conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil no período entre 2013 e 2015. Já exerceu mandato de deputado federal por Minas Gerais, além de ter presidido a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Em 2020, o nome dele foi cotado para assumir a presidência do Senado, em substituição a Davi Alcolumbre (UB-AP). Hoje, é considerado da base do governo Lula. Porém, 5 anos atrás, sua candidatura para o comando da Câmara Alta, e do Congresso Nacional, foi definida em um almoço com o então presidente Jair Bolsonaro. Em 1 de fevereiro de 2021 veio a eleição para a presidência do Senado. À época, contou com o apoio de 10 legendas, entre situação e oposição.

Pacheco teve o nome cogitado para assumir, no governo Lula 3, dois ministérios: o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que acabou comandado por Geraldo Alckmin, e o da Justiça e Segurança Pública, cujo ministro é o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski.

Seu primeiro suplente no Senado é o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG). Ele exerceu dois mandatos como deputado federal entre 2011 e 2018. Nesse ano, Renzo Braz seria candidato ao Senado na chapa em que Rodrigo Pacheco disputaria o governo de Minas Gerais. Mas, no último dia de inscrição de candidaturas, foi firmado um acordo entre o PP, o antigo Democratas e o PSDB, que levou Pacheco ao Senado e Braz acabou ficando com a primeira suplência. O ex-deputado acabou se afastando da política para se dedicar à gestão de empresas de um conglomerado do qual faz parte.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, Renzo Braz traz um aspecto negativo à possível indicação de Pacheco para ocupar a cadeira que será deixada por Luis Roberto Barroso no STF. O suplente declarou apoio a Jair Bolsonaro no pleito de 2018, e o posicionamento político dele preocupa membros do governo Lula que precisa de mais aliados no Senado.