31 de julho de 2025
levantamento

INPC fecha setembro em 0,52% e atinge 5,1% em 12 meses, influenciado por alta da energia elétrica

Indicador que reajusta salários sobe 3,62% no ano; alta da energia elétrica pressiona habitação, enquanto alimentos têm quarta queda mensal consecutiva

Por Redação
Publicado em
Imagem ilustrativa - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou inflação de 0,52% em setembro, elevando o acumulado no ano para 3,62% e em 12 meses para 5,1%. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9) mostram um cenário misto, com três dos nove grupos de produtos pesquisados apresentando deflação, enquanto a habitação liderou as altas devido ao encarecimento da energia elétrica.

Entre as quedas de preços, destacaram-se artigos de residência (-0,45%), alimentação e bebidas (-0,33%) e comunicação (-0,22%). Esta é a quarta queda consecutiva nos preços de alimentos. No sentido oposto, a habitação registrou alta de 3,28%, puxada principalmente pela conta de luz, que subiu 10,57% com o fim do Bônus Itaipu e a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2. O INPC é especialmente relevante para o reajuste do salário mínimo e benefícios sociais, servindo como indexador para diversas categorias trabalhistas.

A diferença entre o INPC e o IPCA (inflação oficial de 0,48% em setembro) está no público-alvo: enquanto o primeiro mede o custo de vida para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, o segundo abrange até 40 salários. Essa distinção explica por que os alimentos têm peso maior no INPC (quase 25% do índice), refletindo o padrão de consumo das famílias de menor renda. A coleta de preços é realizada em dez regiões metropolitanas e seis capitais brasileiras.