31 de julho de 2025
Conflito no Oriente Médio

Israel e Hamas fecham acordo para primeira fase de cessar-fogo em Gaza

Plano intermediado pelos EUA prevê libertação de reféns, retirada gradual de tropas e início da reconstrução da Faixa de Gaza

Por Redação
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Conflito em Gaza - Foto: Eyad El Baba/Unicef

Israel e o Hamas assinaram nesta quarta-feira (8) um acordo para implementar a primeira fase de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, em um processo mediado pelos Estados Unidos. A medida prevê a libertação de reféns mantidos pelo grupo desde outubro de 2023, recuo das tropas israelenses e abertura para ajuda humanitária.

Segundo Donald Trump, mediador do tratado, o Hamas se comprometeu a libertar todos os reféns em 72 horas, enquanto Israel deverá liberar prisioneiros palestinos. Até o momento, 48 reféns permanecem sob custódia do grupo, dos quais 20 estão vivos. O Hamas, por sua vez, solicitou prazo maior para a devolução de corpos de vítimas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou o acordo como “vitória nacional e moral”, ressaltando que a medida representa um avanço na diplomacia e uma proteção para os reféns. Já o Hamas destacou a importância da mediação do Catar, Egito e Turquia, pedindo que Israel cumpra integralmente os termos do acordo.

O plano de paz norte-americano, divulgado em setembro, estabelece Gaza como uma zona livre de grupos armados e prevê um governo temporário de transição formado por palestinos tecnocratas, supervisionado por um “Conselho da Paz” chefiado por Trump. Futuramente, o poder seria transferido para a Autoridade Palestina, condicionada a reformas internas.

A proposta também inclui desmilitarização da Faixa de Gaza, destruição de infraestrutura bélica, criação de uma força internacional de estabilização e restrições ao Hamas e outras facções palestinas de participarem do novo governo. Ainda não está claro se todos os pontos foram aceitos pelas partes.

O acordo surge após mais de um ano de guerra que começou em 7 de outubro de 2023, com mais de 60 mil mortos palestinos e 1.200 israelenses, além de centenas de reféns e um histórico de cessar-fogos temporários que não chegaram a encerrar o conflito.

*Com informações do G1